KAVLA - Manifesto
08.10.2005

KAVLA, SYMBOLS E WIZARDS

GRANDES NOMES DO HEAVY METAL BRASILEIRO JUNTOS NO MANIFESTO BAR


O minifestival organizado pelo Manifesto Bar reuniu no último dia 8 de outubro, em São Paulo (SP), três grandes nomes da cena do Metal brasileiro: Kavla, Symbols e Wizards. O evento faz parte da programação da casa, que após a reforma em sua estrutura também vem abrindo espaço para shows de bandas de músicas próprias.

O primeiro a entrar no palco foi o Kavla, que após o retorno à ativa vem reconquistando seus antigos fãs e angariando novos seguidores. Atualmente preparando seu segundo álbum, sucessor do EP "Impersonal World", Paulo Coutinho (vocal), Fábio Silva e Sandro Silva (guitarras), Marcelo Eiger (baixo), Carlos Ceroni (teclado) e Nina Pará (bateria) entraram no palco dispostos a provar que a nova formação pronta para repetir o mesmo sucesso obtido nos anos 90, época do cultuado 'debut', "Dream Or Reality" (1995). O set incluiu músicas da nova fase, começando com "Nobody At All", passando por "End Of File" e o maior destaque, "Impersonal World", com sua pegada mais Metal Tradicional. O 'medley' do Iron Maiden cativou os presentes, assim como sons antigos como "Kavla" e a saudosa "Man Enough To Cry", que mostra a veia Hard Rock que esteve presente no trabalho de estréia. Com as recentes apresentações, o Kavla certamente conquistará seus objetivos, ainda mais que já foi escalado para ser novamente 'opening act' do Gamma Ray, relembrando a primeira vinda dos alemães ao Brasil em 1997, quando tocaram no extinto Teatro dos Vampiros, em São Paulo (SP).

Na seqüência o renovado Symbols entrou em ação. Tendo como homem de frente o talentoso Demian Tiguez (vocal e guitarra), e ainda Dee Padovan (baixo), Ulisses Miyazawa (guitarra), Tony Del Nero (bateria) e Fabrizio Di Sarno (teclado), a banda fez um set bem versátil, indo de sons pesados até baladas emocionais. Ainda em promoção ao seu terceiro CD, "Faces", os músicos iniciaram o set com a faixa-título, seguida da conhecida "Scream Of People", do primeiro álbum. Cabe aqui ressaltar a ótima performance de Demian no vocal, já que substituir Edu Falaschi (Angra, ex-Symbols e Mitrium) não é tarefa fácil. Do álbum "Call To End" veio "Introspection", seguida de outra nova, "Living Another Day". A música "Stop The Wars", outro destaque do "Call To End" foi bem recebida, assim como outra do "Faces", "The Rainy Nights". Os músicos iam mostrando desenvoltura e o set seguiu em alta com "The Zen Archer", onde Demian fez questão de destacar a importância da composição, que segundo o 'frontman' foi a responsável pelo retorno do Symbols à ativa após a dissolução do line-up original. O final do show contou com a balada "What Can I Do", além de "Call To The End", "Eyes In Flames" e "Waiting For The Sunrise".

O encerramento do evento coube ao Wizards, que é um dos principais representantes do Metal Melódico brasileiro e está prestes a lançar seu quinto álbum de estúdio, que deverá ter o título de "The Kingdom II". É inegável o talento e virtuose do guitarrista Kadu Averbach, a 'punch' do baterista Rodrigo Mello (ex-Symbols), a desenvoltura do vocalista Christian Passos, a pegada certeira do criativo baixista Mendel Ben Waisberb e a segurança do tecladista e vocalista Charles Dalla, músicos que fizeram um set energético que intercalou sons próprios e covers de Helloween ("Future World"), Iron Maiden ("Wasted Years"), Twisted Sister ("We're Not Gonna Take It", cantada por Charles Dalla), Queen ("We Are The Champions") e Ozzy Osbourne ("Mr. Crowley"). Embora tenham sido tocados com maestria, os destaques do show foram as próprias, a começar por "I'll Believe", do segundo álbum "Sound Of Life", além de "Arabian Caravan" e "Freedom", do 'debut'. Entretanto, o ponto máximo do set veio com "Fallen Angels", do álbum "The Kingdom", e "Thunderbolt", do "Beyond The Sight". Se o Wizards tivesse tido o mesmo apoio dado para bandas como o Angra desde o começo de sua carreira teríamos outro gigante no Melódico e que também representaria dignamente o Brasil no exterior. O que o Wizards tem de fraco na parte visual é compensado em sua musicalidade acima da média.

Que venham mais eventos como este no Manifesto Bar, tradicional ponto de encontro de fãs de Rock/Metal, que ampliou o seu espaço e também está ajudando a engrandecer o cenário nacional.

Por: Ricardo Batalha / Fotos: Bruna de Campos


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